agosto 6, 2016

História

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A Fundação José Fernandes de Araújo (FJFA) é resultado de projeto pessoal do Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo, que desejou ajudar alunos carentes a realizarem o sonho de cursarem o ensino superior. Na época da criação da FJFA, Dom Serafim era reitor da Universidade Católica de Minas Gerais, atual PUC Minas, cargo que exerceu por 21 anos. A concretização da Fundação foi possível através da doação de todos os bens presentes e futuros de seu instituidor, Dom Serafim. Ele abriu mão não apenas de seus bens em favor da FJFA, como também passou a doar todo o salário que recebia como reitor.

O nome da Fundação foi escolhido por Dom Serafim, que quis prestar uma homenagem a seu pai, pessoa simples, dentista prático no Vale do Jequitinhonha, mas que deixou um exemplo de trabalho e despojamento. Não por acaso, a data escolhida para a criação oficial da FJFA foi 18 de junho, dia de aniversário do pai. “Eu me lembro que quando meu pai morreu não tínhamos nada dele. Papai não tinha sequer uma folha de cheque que pudesse assinar. Mas tinha uma família criada. Ele deixou um exemplo que eu procuro seguir. Então me veio no coração: quero morrer como meu pai, pobre, sem nada”, diz.

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Amor à cultura e ao próximo

A criação oficial da Fundação José Fernandes de Araújo ocorreu no gabinete da reitoria da Universidade Católica de Minas Gerais. Entre os presentes estava o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte à época, Dom João Resende Costa. Em seu discurso, ele disse que a criação da Fundação decorria da fusão de duas atitudes: o amor à cultura e o amor ao próximo. “Como amor à cultura, o gesto ganha significado na medida em que ajudará no estudo e na formação de pessoas que serão úteis à sociedade pelo seu trabalho e sua técnica. E na medida em que será uma ajuda concreta aos irmãos, para que possam fazer alguma coisa, esse gesto significa amor à religião concreta que é o amor ao próximo”, declarou Dom João.

36 anos de criação

Em 18 de junho de 2016, a Fundação completou 36 anos de atuação ininterrupta. Dom Serafim se emociona ao falar da trajetória da FJFA e dos frutos colhidos durante todo esse período. “Fico sensibilizado com os relatos de estudantes, todos eles sem condições de pagar uma universidade particular e que, sem o auxílio financeiro, se veriam impossibilitados de fazer um curso superior”, afirma. Segundo ele, a Fundação começou simples, como uma criança que dá seus primeiros passos, mas com muito amor e o coração aberto para encorajar os necessitados. “Além dos bens doados pelo seu instituidor, a Fundação conta com doações por parte de pessoas que acreditam no projeto e se entusiasmam com seus objetivos sociais, culturais e cristãos. Atualmente, um dos principais parceiros da FJFA é a Fundação Dom Cabral.